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Padre Francisco das Chagas Martins Ávila e Souza


Descendente de Casais Del Rey que povoaram Rio Pardo, nasceu em 1788 Francisco das Chagas Martins Ávila e Souza, filho de Antonio Martins da Silveira Lemos, natural do Rio de Janeiro, e de sua mulher, Dorotéa Felicia Sousa, natural de Santo Amaro. Era neto paterno de Manuel Martins, natural de Braga, e de sua mulher Elena Maria, natural do Fayal, açores. Pela parte materna era neto de André Jacinto Pereira e sua mulher Felicia do Sacramento, ambos naturais de S. Pedro e casais Del Rey, povoadores do Rio Pardo. Francisco das Chagas não era irmão de Davi José Martins, que posteriormente veio a denominar-se Davi Canabarro, como alguns erradamente acreditavam, e sim de Manuel Martins da Silveira Lemos, que foi diretor do Tesouro da República Rio-Grandense.

Foi notável como republicano e teve importante atuação na REVOLUÇÃO FARROUPILHA. Representou Rio Pardo no Conselho de Procuradores Gerais dos Municípios e foi deputado à Constituinte Republicana dos revolucionários de 1935. Foi o Vigário Apostólico da Igreja Católica, na republica do Piratini.

Em primeiro de dezembro de 1942 instala-se em Alegrete a Assembléia Geral Legislativa, que elaborararia a nova constituição republicana, e nela tomou assento o Vigário Apostólico Chagas, como deputado mais votado dos 36, obtendo 3.025 votos. Por esse motivo, presidiu a sessão inaugural da Assembléia.

Nada nos conservaram os documentos históricos a cerca dos estudos eclesiásticos e cargos sacerdotais do Padre Chagas, como era apelidado abreviadamente. A data mais remota da sua atividade remonta a 1831, quando o padre já contava com 43 anos.

Aquiles Porto Alegre, tendo conhecido ao Padre Chagas em 1860, quando já contava com 72 anos, descreve-lhe o porte exterior desta forma: “Era alto, magro, com pele encarquilhada e amarelenta como uma múmia. Tinha, entretanto, no rosto, uma expressão de infinita bondade”.

Faleceu em 17 de março de 1865.

Fontes:

Título: Processo dos Farrapos - volume 1 - Publicação do Arquivo Nacional. Oficina Gráfica do Arquivo Nacional 1933 - Sob a direção de João Alcides Bezerra Cavalcanti.

Título: Almanaque de Rio Pardo - Autor: Dante de Laytano - 1946 - Porto Alegre.

“Título: O Clero na epopéia farroupilha -Autor: Padre Luis Gonzaga Jeaguer, S.J- Livraria do Globo - 1946 - Porto Alegre.

Título: Vultos da Epopéia Farroupilha - Autor: Othelo Rosa - Livraria do Globo - 1935 - Porto Alegre.